Li algo no blog do Samuel, que me fez pensar e pensar e pensar sobre relações e afins.
É tão engraçado quando as pessoas te dão um choque de realidade e te mostram que o mundo não gira em torno de você. (Ah não, seus lindos, bem de boa, vamos olhar pra dentro, pra como realmente somos, e só por alguns momentos, deixar a hipocrisia e a petulância de lado).
Passo tanto tempo pensando em como ganhar mais dinheiro, mais conhecimento, mais admiradores, mais amigos, mais... mais tanta coisa! Atualmente o mundo é feito de insatisfeitos, e deles sou a maior. Se é ruim? Não sei. Não sei mesmo. Mas me vi incomodada em prestar tanta atenção em mim e esquecer do resto. Que resto? Bom, olho tanto pro meu umbigo que não sei definir direito o que é o resto.
Passa-se tanto tempo se vestindo e se despindo para se afirmar, que o essencial, que na voz de Saint-exupéry é invisível aos olhos, acaba sendo deixado de lado.
Em mim, já não sei mais o que é essencial.
Nesse final de semana, aconteceu algo bastante curioso, que faço questão de contar: Eis que, depois de 6 anos de amizade, uma pessoa que eu considerava como irmão, pegou uma atitude (minha) aleatória, num contexto disléxico (se me permitem a descontextualização da palavras), em uma hora em que ele estava com raiva, e vendo as coisas turvas, e decidiu que eu não era quem ele imaginava, e que eu era agora, a menina má (não, seus lindos, não sou a vítima, nessa estória não tem vítima, no máximo desencontros). A questão que fica é: Se em todos esses anos, eu fui a melhor amiga, a parceira de tudão (by marczak) e afins, como em uma noite com pessoas alteradas isso pode mudar?
Começo a me perguntar se pedestais não são extramente cruéis, e se achar que o outro não possa errar, também não é extremamente cruel.
Sempre me vi como uma garota falha, meio burra, e geralmente me cobro por ser perfeccionista e boba de mais. Sempre deixei claro tanta coisa. Não sou de dourar a pílula, porque não precisa. Então, se eu caí de um pedestal no qual eu não subi, no qual você me colocou, a culpa é de quem? E há culpados?
Esse é o ponto de volta sobre nossos umbigos e relação ambíguas {sim, eu escrevi isso, legal né?}: Passamos tanto tempo idealizando coisas e pessoas que sejam perfeitas pra nós, que esquecemos de amá-las.